Pesquisa descobriu que crianças com o distúrbio apresentam, a partir do segundo mês de vida, declínio na capacidade de manter contato visual
Pesquisadores americanos descobriram que é possível identificar um dos sintomas do autismo já nos primeiros meses de vida de um bebê. Segundo o novo estudo, autistas apresentam, já a partir do segundo mês de vida, uma piora na capacidade de manter contato visual com outras pessoas.
"Nós observamos um declínio da capacidade de manter o olhar no de outra pessoa com o tempo, e não uma ausência completa de contato visual. Esse achado tem o potencial de mudar de forma dramática as futuras estratégias de intervenção precoce (em crianças com autismo)",
Declínio — Os pesquisadores acompanharam crianças desde o nascimento até elas completarem 3 anos. Eles perceberam que aquelas que foram diagnosticadas com autismo aos 3 anos apresentaram desde muito pequenas um declínio na capacidade de estabelecer contato visual com outras pessoas. Essa piora aconteceu de forma contínua a partir do segundo mês de vida e prosseguiu até os 2 anos.
A pesquisa avaliou 110 crianças. Parte delas apresentava um maior risco de desenvolver autismo, pois tinha um irmão mais velho diagnosticado com o transtorno — o que, segundo os pesquisadores, aumenta em até vinte vezes o risco. O restante das crianças foi considerado com baixo risco de autismo, pois não tinha nenhum parente até terceiro grau com o transtorno.
Os pesquisadores realizaram uma série de testes ao longo dos três primeiros anos de vida das crianças. Após a confirmação do diagnóstico de autismo, quando elas completaram três anos, os cientistas revisaram os testes para descobrir o que diferenciava as autistas das outras.
Em comunicado, os autores informaram que pretendem realizar esse estudo com um número maior de crianças para comprovar os resultados.
Uso de antidepressivos
O uso de antidepressivos durante a gravidez pode dobrar o risco do filho desenvolver autismo. Essa é a conclusão de um estudo realizado na Califórnia e publicado no periódico Archives of General Psychiatryem novembro de 2011, que envolveu 298 crianças com distúrbios do espectro do autismo (ASD, na sigla em inglês) e 1.507 crianças no grupo de controle. O uso de tais medicamentos foi relatado por 6,7% das mães de crianças autistas, contra 3,3% das mães no grupo de controle. Essa relação é considerada mais forte caso os medicamentos sejam utilizados no primeiro trimestre da gravidez.

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